HiFi Boy OS V3 – Review by Guilherme de Novaes

Abrindo o espaço colaborativo do site, hoje temos o review do HiFi Boy OS V3 feito pelo colega Guilherme Novaes. Se você tem interesse em ter seu review publicado, entre em contato.

Para falar a respeito deste In Ear, vou usar pontuações, que vão de 0 a 10, a cada seção. Ao final, darei uma nota final, que será a média das demais notas.

Uma Observação: Pode ser um pouco redundante isto, mas esta análise se baseia nas MINHAS impressões a respeito do fone e na minha experiência, em geral, com outros fones.

1 – Acessórios

O fone vem em uma embalagem muito bem acabada. A experiência do Unboxing é bem satisfatória e faz você perceber que não se trata de um produto qualquer. Dentro da caixa, você encontra um adaptador P10 e outro para avião; bem como um case, que conterá os fones, já conectados ao Cabo e MUITAS eartips.

Sendo muito exigente, tenho como crítica a qualidade do case, que, apesar de não ser ruim, é dos mais simples, não muito diferente de outros que vêm em modelos mais baratos. Outro ponto é que apesar de o fone acompanhar várias ear tips, incluindo algumas de espuma, não veio nenhuma de silicone. As que vêm, além das de espuma, são de borracha comum, como as encontradas nas maioria dos in ears do mercado. Senti falta, também, de um acessório para fazer a limpeza do fone. Não é muito comum este tipo de acessório nos in ears em geral, mas acho isso essencial para os que são construídos desta forma (semi-custom), já que não há nenhuma espécie de rede ou tela de proteção no bocal.

Nota: 8,5/10

2 – Construção

A construção do fone é simplesmente impecável. Trata-se de um IEM híbrido, com um driver dinâmico e duas armaduras balanceadas. O fabricante afirma que são feitos à mão, da mesma forma que os fones custom. Não parece estar mentindo…

Temos aqui o uso de resina acrílica, que, aparentemente, é a mesma usada em fones Custom de marcas famosas como Unique Melody, Ultimate Ears, Westone, Noble, JH Audio e etc. Os fones são muito bem polidos, sem qualquer imperfeição aparente. Além disso, podem ser vistos os tubos de PVC ligados aos drivers, bem como os filtros de som dentro dos tubos. São dois Tubos: um ligado ao Driver dinâmico e outro ligado às duas armaduras balanceadas.

Com relação ao cabo, o mesmo parece ser também de altíssima qualidade. É destacável, trançado, bem flexível e aparenta ter ótima resistência. Não percebi microfonia durante o uso do fone.

A ergonomia também é ótima. Apesar do tamanho não ser dos menores, não tive dificuldade em encaixá-lo na orelha; na primeira tentativa já obtive sucesso. O isolamento sonoro também é muito acima da média.

Nota: 10/10

3 – Som

Chegando agora à parte mais importante desta review, de modo geral, posso descrever o som como muito natural, orgânico, coerente, e relaxado. Há ótima presença em todas as faixas frequências e não há excesso em nenhuma delas. A assinatura sonora é um V- Shape bem leve, ou quase um L- shape, com os graves mais enfatizados e os médios e agudos quase na mesma quantidade, com uma pequeníssima quantidade de agudos a mais que os médios.

Graves: Os graves deste fone, para mim, são o aspecto mais marcante do som. De cara, é perceptível a capacidade do driver dinâmico, com a grande presença e extensão dos subgraves. O mesmo pode ser falado dos médio-graves (mid-bass), os quais possuem ótimo impacto e definição. Tenho que destacar, porém, que quando uso a palavra “Grande”, a uso mais no sentido da qualidade do que da quantidade. Os graves, em geral, são sim um pouco enfatizados, mas são também muitíssimo controlados, de modo que têm presença suficiente para empolgar em gêneros musicais que dependam de graves, como EDM, por exemplo; e, ao mesmo tempo são graves maduros, que não interferem nas outras frequências. Não senti aqui nenhuma falta, ou excesso nesta região. São, definitivamente, dos melhores graves que já ouvi em um fone (incluindo Headphones ou IEMs).

Nota: 10/10

Médios: Os médios são bastante naturais, aveludados, bem presentes e com uma personalidade mais escura e quente. A coisa mais notável dos médios do OS V3 é o peso que os mesmos têm. Há uma pequena elevação na região mais baixa dos médios (low-mids), o que os torna bem carnudos, palpáveis e dá bastante peso aos instrumentos musicais e às vozes. Isto acaba tornando a experiencia sonora bem agradável. É perceptível também um pequeno vale nos médio-agudos (High-mids), que dá um caráter um pouco mais escuro aos médios e acaba por favorecer mais as vozes masculinas que as femininas. O ponto positivo é que mesmo as vozes femininas são bem agradáveis e naturais e não há nenhum incomodo com sibilância ou estridência nesta região, de modo que possibilita ouvir musicas neste fone por muito tempo, sem fadiga auditiva. Com relação ao “detalhamento”, nesta região, o que posso afirmar é que o que a gravação oferecer de detalhes, o HiFi Boy OS V3 vai entregar ao ouvinte, porém, sem exagerar para criar “detalhamento fake”.

Nota: 8.75/10

Agudos: Os agudos estão quase no mesmo nível de quantidade que os médios, talvez com uma pequena quantidade a mais, em comparação. Apesar disso, são agudos bastante relaxados, sem nenhum tipo de exagero e ausência completa de sibilância ou estridência. Posso considerá-los como agudos bastante naturais. Com relação à extensão, não tenho também do que reclamar: não são os agudos mais extensos que já ouvi, porém, fazem muito bem o trabalho e não ficam devendo neste quesito. O detalhamento é também excelente e, mais uma vez, cabe aqui o que afirmei sobre os médios: “o que posso afirmar é que o que a gravação oferecer de detalhes, o HiFi Boy OS V3 vai entregar ao ouvinte, porém, sem exagerar, para criar “detalhamento fake”. No geral, esta característica relaxada dos agudos, assim como os médios um pouco mais escuros e carnudos tornam o HiFi Boy OS V3 extremamente “não-fadigante” e musical.

Nota: 9/10

Palco Sonoro: O palco sonoro do OS V3 não é muito diferente do que há em quase todos os IEMs do mercado. Lógico que, por limitações físicas, o palco sonoro do OS V3 não vai ser como o de alguns Headphones. Prefiro descrevê-lo como um palco sonoro natural. Pelo fato de ter uma ótima imagem estéreo, expõe os instrumentos com localizações bem precisas e a espacialidade vai ser dada na medida do que é proporcionado pela gravação.

Nota: 8,5/10

Nota Total Som: 9/10

4- Comparações (SOM)

Sony MH1C

Apesar de este fone ser de uma faixa de preço totalmente diferente do HiFi Boy OS V3 (muito menor), sua qualidade sonora é tão alta, que esta comparação é cabível. Os graves do MH1C são mais enfatizados que os do OS V3, principalmente na região dos Sub-Graves. Além disso, há um pouco mais de definição (detalhamento) nos graves do OS V3. Com relação aos médios, o sony tem características bem diferentes das do OS V3, já que ele tem uma curva de frequência similar à Harman IE target.

O MH1C tem menos corpo na região média, porém, não são médios magros, há corpo suficiente. O peso, o brilho, bem como a linearidade dos médios do MH1C são mais realísticos, e mais naturais que no OS V3. O Sony tem médios mais acesos de modo que, por exemplo, “crunchs” de guitarra são mais quentes. Apesar disso, também não há exagero nos médio-agudos do MH1C. São médio-agudos simplesmente mais neutros e lineares que, os do OS V3, o qual tem o pequeno vale, na mesma região. O lado bom de OS V3 ao ter médios mais escuros é que isso os torna, ao mesmo tempo, mais aveludados e macios, em oposição aos médios mais lineares, porém mais “crus” do Sony MH1C.

Em relação aos Agudos, há um pouco mais de quantidade no MH1C. Porém, assim como os agudos do OSV3, são também bastante controlados e não-exagerados. Temos aqui, mais uma vez a dicotomia: agudos mais definidos e crus no MH1C, em oposição ao maior refinamento e maciez dos agudos do OS V3.

Com relação a Palco sonoro e imagem estéreo, são bem similares.

Tanchjim Cora

A Tanchjim, assim como a Moondrop, são da nova safra de chinesas e se inspiram na Harman Target IEM na hora de tunar seus IEMS. Por ter uma curva de frequência proxima à Harman, assim como o Sony MH1C os dois (Tanchjim Cora e Sony MH1C) têm uma sonoridade muito parecida, em termos de timbre, mas com diferenças no equilíbrio das frequências (Graves e agudos principalmente).

Os graves do Tanchjim Cora são MUITO similares aos graves do HiFi Boy OS V3, tanto em termos de quantidade, quanto de qualidade. Para ser bem sincero, não consigo apontar um diferença clara entre os dois fones, nesta área. Ambos têm graves enfatizados na medida certa, com grande extensão nos subgraves, ótimo punch nos médio-graves e muita definição. Com relação aos médios, as diferenças são notáveis.

Os médios do Tanchjim Cora são muito lineares e têm mais presença que os médios do OS V3. A naturalidade dos médios do Tanchjim Cora é absurda e, de forma semelhante ao Sony MH1C, as guitarras tem mais “crunch”, as vozes têm mais brilho e ao mesmo tempo muito controle. A diferença aqui é que, apesar de haver muita semelhança timbrística entre os médios do MH1C e do Cora, ouço do Tanchjim médios mais encorpados, quentes, refinados, cremosos e, ao mesmo tempo, um pouco mais presentes. Não sinto médios um pouco “crus”, como no MH1C. O HiFi boy OSV3, em comparação ao Tanchjim Cora, vai ter médios também muito macios e quentes, porém com ainda um pouco mais de peso, por causa da pequena elevação dos “low-mids”; além disso, o OS V3 tem menos presença na região dos médio-agudos, o que torna a região mais “escura”, em comparação. Posso sim afirmar que o OS V3 tem médios muito naturais e Orgânicos, porém, não chegam ao nível de naturalidade dos médios do Tanchjim Cora.

Com relação aos Agudos, Em termos de quantidade, vejo muita semelhança entre os agudos do Tanchjim Cora e os do OS V3. Ambos têm agudos mais relaxados e com detalhes expostos de forma natural e orgânica, sem exageros. Em nenhum dos dois fones encontrei qualquer resquício de sibilância ou estridência.

Ambos tem Palco Sonoro e imagem estéreo muito similares.

Westone UM PRO 50

Testei este IEM lado a lado com o OS V3 por 3 dias, no final do passado. Não tenho mais ele em mãos, então as impressões aqui serão de acordo com o que lembro dele na época.

Ambos têm a sonoridade muito parecida: macia, quente, relaxada e escura. Com relação aos Graves, o OS V3 tem maior presença de Subgraves, até pelo fato de usar um driver dinâmico para as frequências baixas, ao invés de armadura balanceada, como é caso do UM PR 50. Em relação aos médio-graves (mid-bass), ambos têm punch semelhante, bem como há semelhança na definição das frequências baixas, em geral.

Com relação ao médios, mais uma vez, há muitas semelhanças. Os dois têm bastante corpo, com um pequeno incremento nos low-mids, suavidade e detalhamento muito semelhantes. A diferença que notei nos médios dos dois é que, apesar de ambos serem escuros, os médios do UM PRO 50 acabam sendo ainda um pouco mais, com um vale um pouco maior na região dos médio-agudos. É muito pequena a diferença, mas, em uma audição atenta, é perceptível. Com relação aos agudos, mais uma vez, há muita semelhança: ambos sem exagero, bem controlados, detalhados e relaxados. A diferença é que o OS V3 tem um pouco mais de quantidade de agudos que o UM PRO 50.

Com relação a Palco Sonoro e imagem estéreo, mais uma vez, ambos são muito parecidos, com uma pequena vantagem para o UM PRO 50, no qual percebi um pouco mais de espacialidade. Conclusão: Ótimo fone para quem busca uma sonoridade mais natural e relaxada. Há a troca do padrão “audiófilo” de agudos enfatizados e detalhes destacados, pela musicalidade e por uma experiência livre de fadiga auditiva.

Preço: 160,00 USD

Notas:
Acessórios: 8,5/10
Construção – 8,5/10 
Som total: 9/10

Nota Total: 8,7

Tanchjim Cora – Review by Guilherme Novaes

Abrindo o espaço colaborativo do site, hoje temos o review do Tanchjim Cora feito pelo colega Guilherme Novaes. Se você tem interesse em ter seu review publicado, entre em contato.

Vou falar sobre esse IEM, que, para mim, é mais uma prova (muito contundente) de que qualidade não está sempre associada a preço.

Trata-se de um IEM com 1 driver dinâmico em cada lado, tamanho pequeno, muito bem construído, com ótima ergonomia e muito confortável. E o principal: uma sonoridade absurdamente natural e correta.

Acessórios

O fone vem em uma caixa pequena, muito bem acabada. Dentro da caixa, há alguns papéis e cartões da Tanchjim, uma pequena bolsa para guarda o fone e dois pacotes com Eartips P M e G. Em um pacote vem Eartips de Borracha e no outro vem as de silicone. As Eartips que já vem encaixada nos fones são as de tamanho M, de silicone e foram as que melhor encaixaram nos meus ouvidos. 
Outro destaque vai para a qualidade da bolsa que veio para armazenar o fone. É de um tecido aveludado e macio, porém, bem rígido e resistente.

Construção e Ergonomia

No Geral, a construção do Tanchjim Cora é muito boa. O fone é bem pequeno e os faceplates são feitos de alumínio pintado, com os símbolos da marca. O resto da estrutura é de um plástico meio fosco/transparente, de boa qualidade. É possível ver os drivers dinâmicos, (que são bem grandes em relação ao tamanho do fone) que são cobertos, cada um, por uma placa metálica (latão), a qual é “eletroforética” e serve para reduzir ressonâncias, segundo o fabricante. Os encaixes das peças do fone são todos muito bem feitos e não notei nenhuma imperfeição na estrutura.

O cabo é o mesmo que acompanha o Tanchjim Oxygen. A única diferença é que, no caso do Cora, é fixo, ao contrário do Oxygen, que tem o cabo destacável (2-Pin, 0,78mm). Este é o único ponto que eu considero negativo, em relação ao cabo. Fora este pequeno contra, tenho apenas elogios com relação à qualidade do cabo, ainda mais pelo preço. Aparenta ser bem resistente, é muito bem fixado aos fones e apresenta muito baixa, ou nenhuma microfonia perceptível, a depender do tipo de uso. Em se tratando de flexibilidade, ele não é excepcional, mas tem flexibilidade suficiente para um bom uso e é difícil de enroscar. Um ponto interessante é que ele não vem com os típicos Ear hooks, para encaixar atrás da orelha. É o próprio cabo, que é parcialmente moldável, que se encaixa no local. No final das contas, acaba sendo um cabo muito prático. O material do condutor, segundo o fabricante é Prata OFC.

Com relação à ergonomia, também só tenho elogios. Apesar de não ser tão boa como a do semi-custom HiFi Boy OS V3, por exemplo, demorei pouco tempo para encontrar uma boa posição para encaixar as peças com uma boa vedação. O tamanho pequeno do fone também ajuda muito, nesse sentido.

Eficiência

O Fone possui 16 ohm de impedância e 103 dB/mW de sensibilidade. É portanto, bastante eficiente. Não foi notada diferença na qualidade sonora entre ele conectado diretamente no Celular Galaxy S8 ou no amp (Fiio A5). Diferenças apenas em termos de volume.

Som

Como demonstram algumas medições, o Tanchjim Cora segue a Harman Target. Sua assinatura sonora é em forma de L: há uma pequena ênfase nos graves, com os médios e os agudos mais menos no mesmo nível de intensidade. A melhor palavra que poderia ser usada para descrever a sonoridade deste fone é “Natural”. O nível de naturalidade e realismo do som são absurdos. Todos os instrumentos, vozes e ruídos diversos, soam muito corretos, como realmente deveriam soar. Todas as faixas de frequência são muito bem colocadas, com muita coesão e sem nenhum tipo de exagero ou artificialidade. É o tipo de som muito simples e honesto, como você pode encontrar em um Headphone como o Sennheiser HD650 ou o HD600.

Graves

Os graves do Tanchjim Cora são um pouco enfatizados, mas muito controlados. São do tipo de graves que nunca vão interferir nas outras frequências nem vão estar presentes quando não necessitados. Os subgraves têm bastante presença, extensão e uma ótima definição. Não são daqueles tipos de subgraves soltos; são do tipo que você consegue perceber com precisão e distinguir facilmente dos médios-graves.

Com relação aos médio-graves, sinto que têm um punch muito bem definido e muito controle. Como já disse em outra Review, são do tipo de graves que vão dar a quantidade suficiente para o ouvinte apreciar qualquer gênero musical, sem nenhum exagero ou deficiência.

A transição dos graves para os médios é impecável, não percebo nenhuma interferência de uma faixa de frequência na outra.

Médios

Para mim, este é o melhor aspecto do som deste fone. Os médios do Tanchjim Cora são simplesmente belíssimos. Há bastante presença e linearidade na região, mas com muito controle, sem exagero. O que mais impressiona é a extrema naturalidade, a fluidez e o realismo desta faixa de freqüência, tanto em termos de timbre, quanto de equilíbrio tonal.

Imaginem uma caixa de bateria ou um violão acústico sendo tocados na sua frente. Se você colocar o Tanchjim Cora nos ouvidos e escutar as gravações destes instrumentos, o resultado vai ser sons e timbres muitíssimo similares . O mesmo pode ser dito para as vozes. Na minha opinião, deveria ser este o tipo de som a ser classificado como de Alta Fidelidade (HiFi). 
Com relação a fadiga por sibilância e estridência, nesta faixa de frequência: absolutamente ZERO.

Todos os detalhes são expostos com muita clareza, mas apenas os que forem realmente trazidos pela gravação. Não espere aqui aquele tipo de som com ênfase na região para dar a impressão de detalhes a mais.

Agudos

Os agudos do Tanchjim Cora são também muitíssimo corretos. Ouço eles em linha com os médios, também muito neutros, bem extendidos e sem uma ênfase na faixa de frequencia. Os detalhes de instrumentos mais agudos como, por exemplo, pratos de bateria, são ouvidos com muita clareza, naturalidade e fidelidade. Porém, também na medida do que for proporcionado pela gravação.

Com relação a incômodos com sibilância ou estridência, mais uma vez: absolutamente ZERO.

Esta característica mais neutra dos médios e dos agudos do Tanchjim Cora o tornam um excelente fone para escutar músicas por muito tempo ou para uso geral prolongado, já que torna a sonoridade livre de fadiga auditiva. É, realmente, um fone para os apreciadores, para aqueles que querem sentir a emoção proporcionada pela musica. Por outro lado, aqueles que buscam um som mais frio e analítico, com ênfase maior em detalhamento, não estarão satisfeitos com Tanchjim Cora, pois este este tipo de som é exatamente o oposto do dele.

Palco Sono e Imagem Estéreo

Acho o palco sonoro do Tanchjim Cora bem “natural”, já que ele entrega a espacialidade proporcionada pela gravação. Não espere aqui aquela sensação artifícial de grande espacialidade. O que não há no som deste este fone, de toda forma, é sensação de claustrofobia.

A imagem estéreo é muito boa. Há aqui muita precisão e sincronia entre os sons entregues pelo fone esquerdo e pelo direito. Além disso, a localização dos instrumentos é também bastante precisa.

Comparações

SONY MH1C

OBS: antes de fazer esta comparação, tenho que deixar claro que o controle de qualidade do Sony MH1C não é bom. Suspeito que o meu tenha um pouco mais de agudos e graves que o normal (que eu percebo dos gráficos de frequência).

O Tanchjim e o Sony soam muito similares, mas com algumas pequenas diferenças.
Os subgraves do MH1C são um pouco mais enfatizados e soltos que os do Cora. Além disso, não têm o mesmo nível de precisão, definição e controle, apesar de serem também muito bons.

Os médios-graves são muito parecidos, tanto em intensidade quanto em definição. Apesar, disso sinto uma pitada a mais de punch no Tanchjim Cora.

Todas as características a que me referi com relação aos médios do Tanchjim Cora podem ser também atribuídas aos médios do MH1C. A diferença é que sinto um pouco mais de presença e refinamento nos médios do Cora. Os Médios do MH1C, apesar de um pouquinho mais recuados são também um pouco mais crus e agressivos, em comparação aos médios do Tanchjim. Apesar disso, tenho que deixar registrado que os médios do MH1C não são agressivos, no geral. Essas diferenças (bem pequenas) são percebidas apenas em uma comparação direta entre estes IEMs.

Com relação aos agudos, mais uma vez, são bastante similares em termos de timbre, definição e controle. Porém, há um pouco mais de quantidade de agudos no Sony MH1C que no Tanchjim Cora.
Sobre Palco Sonoro, ambos são muito similares.

HIFI BOY OS V3

Tanto o OS V3 quanto o Sony possuem sonoridade natural, relaxada e musical. Porém, o OS V3 tem o som mais “escuro”, enquanto o Cora é mais correto, sem coloração.

A região das baixas frequências dos dois fones são muito parecidas, tanto em termos de definição quanto de extensão. A diferença aqui é que sinto um pouco mais de Subgraves no OS V3.

Com relação aos médios, o OS V3 tem médios um pouco mais “gordos e escuros” que os do Cora. O HiFi Boy tem um pequeno incremento nos low-mids, que dão um pouco mais de peso aos seus médios. Além disso, tem um vale na região dos médio-agudos, o que dá a ele o caráter mais escuro e relaxado na região. O Cora, em comparação, possui médios neutros, lineares, sem nenhum incrimento ou vale na região, o que os torna mais vivos em comparação, porém, com o mesmo refinamento.

Os agudos dos dois fones são muito similares, tanto tem termos de extensão, quanto de timbre e intensidade.

Com relação a Palco Sonoro, ambos são bem similares.

WESTONE UM PRO 50

OBS: Não tenho este IEM em mãos, porém, escutei ele exaustivamente final do ano passado, por 3 dias, comparando com o HiFi Boy OS V3 e tenho uma lembrança muito clara da sonoridade dele. As impressões são com base nesta lembrança.

A sonoridade do UM PRO 50 é bastante natural e relaxada, porém, mais escura (um pouco mais até que a do OS V3).

Os Subgraves do UM PRO 50 têm menos intensidade que os do Cora, contudo, há uma definição similar na região. Nós médio-graves, a definição (muito alta) é também parecida. No entanto, sinto mais punch no Cora, até pelo fato de o mesmo usar um Driver Dinâmico, ao invés de BAs, como o UM PRO 50.

Os médios do UM PRO 50 tm um pequeno incremento na região dos Low-mids, assim como o OS V3, o que dá mais peso a está faixa de freqüência. Há um vale nos médio-agudos do UM PRO 50, o que torna a região média deste fone mais “escura”, com relação ao Cora. O Tanchjim, por ter médios mais lineares, acaba tendo mais vida, realismo e naturalidade na região.

Os agudos são bem parecidos; ambos mais relaxados, com a diferença de que os do UM PRO 50 são um pouquinho recuados, enquanto os do Cora são mais neutros.

Com relação a Palco Sonoro, são também bastante similares, mas com uma pequena vantagem para o UM PRO 50.

Conclusão

É impressionante o som que este fone entrega por apenas 50 USD. Apesar disso, não é novidade para mim que preço nem sempre é sinônimo de performance e que o Marketing gera tanta influência inconsciente nas pessoas que muda até mesmo sua a percepção sonora. Nem mesmo IEMs caríssimos como o famoso CA Andromeda me impressionou tanto quanto este IEM.

Dadas as características sonoras do Tanchjim Cora: naturalidade, realismo, musicalidade, coesão e a sua assinatura sonora, no geral, independentemente do preço, é o Melhor IEM que já coloquei nos meus ouvidos, até agora.

Tenho muita curiosidade e uma certa expectativa outros IEMs que seguem a Harman Target, como o Tanchjim Oxygen e o Moondrop Kanas Pro, mas não espero algo muito melhor, talvez algumas pequenas diferenças, apesar do preço.

Ibasso IT01 – Review

Você pode comprar Ibasso IT01 nos links abaixo.

Ibasso IT01 pode ser encontrado na Loja XTenik.
Loja XTenik: https://www.xtenik.com/product/ibasso-it01/

Introdução

Hoje depois de mais de um ano usando e abusando desse IEM, finalmente vou fazer uma revisão e dar minha opinião sincera sobre ele.

O mercado de fones de ouvido em especial dos intra-auriculares anda muito agitado, cada dia mais lançamentos e preços variados, sempre sou muito criterioso na hora de uma compra e não foi diferente na hora de escolher o IT01.

Ibasso é uma marca famosa pelos seus Daps, já tem alguns intra-auriculares que fazem sucesso no mercado. Alguns de seus lançamentos como o IT01, IT01S, IT03 e IT04 chamaram muito atenção dos audiófilos pelo mundo.

Aspectos Físicos

Ibasso IT01 é um in-ear equipado com um driver dinâmico com um diafragma de grafeno de múltiplas camadas desenvolvido pelo próprio iBasso. Ele tem duas opções de cores, azul e vermelho e uma opção preta. As conchas são feitas de plástico translúcido, os bicos são de aço inoxidável e a conexão com o cabo é MMCX, a concha é pequena e universal, leve e ergonômica.

O IT01 junto com seu cabo de cobre realmente chama a atenção pela beleza, você não acha outros fones com um cabo premium de cobre nessa faixa de preço. No Aliexpress um cabo parecido está na faixa de U$ 30 a U$ 80, lembrando que o IT01 custa U$ 100 e você não vai precisar comprar um cabo melhor como no caso de vários fones que são vendidos no mercado com cabos de má qualidade.

Junto você vai encontrar uma variedade grande de ponteiras de todos os tamanhos e 2 pares de ponteiras de espuma, mais confortáveis que a Comply e na minha opinião mais duráveis também (depois de 1 ano de uso continuam como novas).

Além disso, uma case redonda metálica com espaço suficiente para guardar o fone e algumas ponteiras reservas estão incluídas, acho muito importante esse tipo de case, permite você guardar o fone na mochila sem se preocupar.

O SOM

O fabricante sugere o burn-in de mais de 100 horas antes de analisar, já fiz isso tem tempo e com mais de um ano de uso não preciso me preocupar.

Este In-ear tem uma assinatura ligeiramente em V ou U, ele é divertido e musical me permite passear por todos os gêneros de música que gosto, consegue ir do Thrash Metal, Jazz, Acústica e Pop.

Os graves desse IEM são lindos, mas não é aquele grave exagerado, enlameado e solto ele é controlado bate forte o suficiente, traz uma grande nitidez e são rápidos. Ouvindo Get Lucky do Daft Punk o baixo não toma a música inteira, ele está ali com uma ótima definição e te faz dançar e bater o pé, você sente ele. Quem curte um baixo, mas não abre mão de ouvir a música sem que ele atrapalhe os outros instrumentos, com certeza vai gostar.

Os médios são ligeiramente recuados devido à assinatura, porém o que me impressionou foi que não são tão recuadas, vozes femininas e masculinas soam bem junto aos outros instrumentos. Ouvir Agnes Obel trás uma intimidade muito gostosa de ouvir, o vocal não fica atrás dos instrumentos.

Os agudos são bem nítidos, detalhados e tem boa extensão, brilhantes no ponto certo. Em nenhum momento senti os agudos sendo sibilantes. Os pratos de bateria tem um bom brilho é fácil identificar as ações do baterista.

O palco sonoro é amplo o bastante não é maior que do FLC8S, tem uma largura que permite identificar cada instrumento e uma profundidade intimista, como se você assistisse a banda algumas fileiras à frente. Essa largura trás uma boa imagem e te dá mais imersão nas músicas, te permitindo viajar em algumas músicas.

O nível de detalhe do IT01 é algo impressionante, cada detalhe da música você consegue escutar, desde ouvir os dedos escorregando pelas cordas do violão, até aqueles idiofones que estão ali na música que na maioria das vezes vocês nem ouve. Sentir a batida do baixo e a bateria tudo isso com uma ótima definição e detalhamento é algo magnifico.

Optei por ele não só pelo preço, mas por poder usar no transporte público algo para ouvir junto ao smartphone que eu não precisasse de um amplificador portátil ou um Dap.

Conclusão

Ibasso IT01 me deixou impressionado com o pacote completo, concha confortável, cabo premium, case e variedade de ponteiras tudo por U$ 100.

É um preço justo, o som é incrível e definitivamente me deixa com um sorriso no rosto. Até hoje prestando atenção em algumas músicas, me pego ouvindo algum detalhe que me passou despercebido.

Tenho certeza que qualquer pessoa que conhecer esse grande IEM vai gostar e ficar impressionado, já se foi um ano ouvindo eles diariamente nas viagens de ida e volta do trabalho e continuo apaixonado. Obrigado Ibasso por essa joia.

Ibasso IT01 – U$ 100

IEM Driver dinâmico de 10mm

Frequência de resposta 10Hz-42kHz

Sensibilidade 108 +/- 2dB

Impedância 16 Ohm

Atenuação de ruído -26dB

Potência nominal 10mW

THD <1% (a 1kHz / 1mW)

Tamanho do plugue 3.5 TRS banhado a ouro

Comprimento do cabo 1.2m

Conexão MMCX

Peso 8.0g sem cabo

Ibasso IT01 pode ser encontrado na Loja XTenik.
Loja XTenik: https://www.xtenik.com/product/ibasso-it01/